Estudo mapeia virada cultural no brasileiro na área de saúde

Publicado em: 28/01/2026

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Estudo mapeia virada cultural no brasileiro na área de saúde

O comportamento do consumidor brasileiro na área da saúde está passando por uma das transformações mais profundas das últimas décadas. Se antes hospitais, clínicas, operadoras e empresas do setor eram avaliadas quase exclusivamente pela competência técnica, hoje esse critério, sozinho, já não é suficiente.

O comportamento do consumidor brasileiro na área da saúde está passando por uma das transformações mais profundas das últimas décadas. Se antes hospitais, clínicas, operadoras e empresas do setor eram avaliadas quase exclusivamente pela competência técnica, hoje esse critério, sozinho, já não é suficiente.

Um estudo recente Branding Brasil Segmento Saúde e Bem-Estar 2025, desenvolvido pela Valometry  revela uma virada cultural clara: o brasileiro está menos tolerante a promessas vazias e cada vez mais exigente quanto à coerência, à experiência humana e à forma como a tecnologia é utilizada no cuidado com a saúde.

Essa mudança impacta diretamente o marketing, a comunicação e o posicionamento das marcas médicas. E quem não entender esse novo cenário corre o risco de perder relevância, confiança e espaço no mercado.


Da saúde técnica ao ecossistema de relações e confiança

Durante muitos anos, a saúde foi percebida como um serviço técnico, objetivo e transacional. O paciente buscava diagnóstico, tratamento e resolução do problema. A relação com a marca de saúde terminava ali.

Hoje, esse modelo não se sustenta mais.

O estudo mostra que o brasileiro passou a enxergar a saúde como um ecossistema de relações, onde confiança, empatia, clareza e experiência são tão importantes quanto a excelência clínica.

Isso significa que:

  • O paciente quer ser ouvido

  • Quer entender o que está sendo feito

  • Quer sentir segurança emocional

  • Quer coerência entre discurso e prática

O marketing na área da saúde, portanto, deixa de ser apenas informativo e passa a ser relacional e estratégico.


Menos promessa, mais coerência: o novo filtro do paciente

Um dos dados mais relevantes do estudo é a queda na tolerância a promessas exageradas. O público está mais crítico, mais informado e menos disposto a aceitar discursos vazios.

Hoje, prometer demais e entregar de menos não gera apenas frustração gera desconfiança.

A pesquisa aponta que:

  • 65% dos entrevistados confiam mais em marcas com boas avaliações de pacientes

  • 60% destacam clareza e boa comunicação como fator decisivo de confiança

Ou seja, a reputação digital e a forma como a marca se comunica se tornaram ativos centrais.

No marketing médico, isso exige:

  • Linguagem acessível

  • Comunicação transparente

  • Conteúdos educativos e coerentes

  • Presença digital alinhada com a experiência real do paciente


Confiança: o principal ativo das marcas de saúde

O estudo deixa claro que confiança é mais determinante do que preço ou inovação na escolha de uma marca de saúde.

Essa confiança não nasce apenas da competência técnica, mas de um conjunto de fatores:

  • Coerência entre discurso e prática

  • Empatia no atendimento

  • Segurança emocional

  • Experiência consistente em todos os pontos de contato

Para o marketing, isso muda tudo.

Não basta atrair pacientes. É preciso construir relações, fortalecer a reputação e sustentar a credibilidade ao longo do tempo.


A saúde como experiência simbólica, não apenas funcional

Segundo a pesquisa, a saúde está deixando de ser apenas técnica para se tornar simbólica. Isso significa que o paciente associa a marca a sentimentos como:

  • Cuidado

  • Acolhimento

  • Segurança

  • Pertencimento

Marcas que entendem esse movimento deixam de comunicar apenas procedimentos, exames ou tecnologias e passam a comunicar valores, propósito e experiência.

Esse é um ponto-chave para clínicas, hospitais e profissionais que desejam se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.


O papel da tecnologia e da inteligência artificial no cuidado

A tecnologia segue sendo um fator importante, mas com uma condição clara: ela precisa tornar o cuidado mais humano, não mais distante.

De acordo com o levantamento:

  • 39% dos brasileiros acreditam que a inteligência artificial transformará a área da saúde

  • Desde que ela seja usada para simplificar processos, reduzir barreiras e melhorar a experiência

Ferramentas de:

  • Agendamento inteligente

  • Triagem

  • Organização de informações

  • Apoio ao diagnóstico

São bem avaliadas quando facilitam a jornada do paciente.

Por outro lado, o público rejeita soluções que substituam completamente o olhar humano ou tratem o paciente como um número.

No marketing, isso reforça a necessidade de comunicar a tecnologia como apoio ao cuidado, e não como substituição da relação humana.


Ética, transparência e uso de dados: novos pilares da reputação

Outro ponto revelado pela pesquisa é a maior disposição do brasileiro em compartilhar dados de saúde desde que exista uma contrapartida clara.

O paciente aceita compartilhar informações quando percebe benefícios como:

  • Prevenção personalizada

  • Melhoria do atendimento

  • Avanços coletivos no cuidado

Isso coloca a ética e a transparência digital no centro da estratégia das marcas de saúde.

Empresas que:

  • Explicam claramente como os dados são usados

  • Demonstram responsabilidade

  • Oferecem experiências personalizadas

Tendem a gerar mais fidelidade e maior percepção de valor.

No marketing médico, isso se traduz em comunicação clara, política de dados acessível e posicionamento responsável.


O paciente como parceiro, não como número

O estudo aponta uma mudança fundamental: o paciente de hoje quer participar, decidir e opinar.

Esse novo perfil valoriza marcas que:

  • O tratam como parceiro

  • Incentivam o cuidado compartilhado

  • Integram profissionais, tecnologia e comunicação

Esse conceito de “cuidado compartilhado” amplia o papel das instituições de saúde, que passam a atuar como parceiras no cotidiano das pessoas, e não apenas como prestadoras de serviço pontual.

Para o marketing, isso exige:

  • Conteúdos educativos

  • Presença digital ativa

  • Comunicação contínua

  • Relacionamento de longo prazo


Saúde, qualidade de vida e bem-estar: um conceito ampliado

A pesquisa também mostra que a noção de saúde está cada vez mais associada a:

  • Qualidade de vida

  • Equilíbrio emocional

  • Autonomia

  • Bem-estar mental

O foco deixa de ser apenas longevidade e passa a ser viver bem.

Isso amplia o espaço para marcas que comunicam saúde de forma mais integrada, humana e próxima da realidade do paciente.

No digital, isso significa:

  • Produzir conteúdos relevantes

  • Humanizar a comunicação

  • Construir autoridade com empatia


O impacto dessa virada cultural no marketing médico

Diante desse cenário, fica claro que o marketing na área da saúde precisa evoluir.

Não basta estar presente nas redes sociais ou investir em anúncios. É necessário:

  • Posicionamento claro

  • Comunicação coerente

  • Reputação bem gerida

  • Experiência integrada

Marcas que entendem essa virada cultural saem na frente, constroem confiança e fortalecem sua presença no mercado.

Quem não se adaptar, ficará para trás

A virada cultural do brasileiro na área da saúde não é uma tendência passageira é uma mudança estrutural.

O paciente está mais consciente, mais exigente e mais atento à coerência das marcas. Confiança, empatia, transparência e tecnologia bem aplicada passaram a definir quem cresce e quem perde relevância.

Para empresas da área da saúde, adaptar-se a esse novo comportamento não é uma opção. É uma necessidade estratégica.

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